terça-feira, 1 de maio de 2012

A Volta de Agra

Nestes dias tudo na política surpreende! Não seria nenhuma surpresa de depois de tanto barulho, o prefeito Luciano Agra voltasse a ser uma figura bem vinda em seu próprio partido. Acredito que Agra está num dos piores momentos de sua vida e precisa decidir qual será o melhor caminho a seguir: converter seus últimos meses de gestão numa oposição explícita ao Governo do Estado; dobrar-se a vontade do Rei e passar a promover a candidatura do partido na cidade de João Pessoa; ou, anular-se e voltar a prática da arquitetura, que é seu oficio de origem.

Mas o fato contundente é que a vida de Agra sofreu uma reviravolta cujo destino é um dos mais incertos para alguém que já governou a cidade de João Pessoa. Agra certamente é o boi de piranha do falecido coletivo girassol. É Agra quem vai sofrer todas as consequências de um governo municipal que, apesar do sucesso da propaganda de governo, findará como um dos mais lameados de que se tem notícia nesse Estado.

Agra deve realmente voltar, mas o fato é que será para o exercício da arquitetura convencional, já que não logrou êxito na administração da arquitetura política. Ainda restaria para ele, aproveitar-se das migalhas de voto que poderiam ir para ele, caso fosse candidato a vereador, mas seu partido, certamente não pensou em tal possibilidade.

A única esperança real para Agra não terminar seu governo de forma tão constrangedora seria reder-se e entregar-se totalmente ao projeto político do seu patrão (como sempre fez) e anular-se enquanto sujeito político.

Sinto pena de Agra, mas sei que, sem capital político, o que resta a ele é escorar-se em seu padrinho governador.

LAMA

o Marqueteiro do Inferno

Não podemos deixar de reconhecer a grande capacidade técnica, competência e conhecimento da mente humana que o responsável pelo marketing do inferno tem. Não obstante os ameaçadores castigos e o sofrimento eterno prometido, os ingressos para o inferno são os mais vendidos dentre todos os produtos do mercado mundial.

O marqueteiro do inferno não precisa se preocupar com os ataques ferrenhos promovidos pela maioria das religiões do planeta e nem mesmo com o absoluto poder de um ser desconhecido que muitos chamam de Deus ou simplesmente de Força Superior.

Esse cara conhece muito bem de psicologia humana e sabe que pode muito bem convencer as massas com mentiras muito bem boladas ou, até mesmo com alguma mentira sem muito sentido. No trabalho árduo feito pelo marqueteiro do inferno ele pode ficar tranquilo 364 dias do ano, afinal ele tem plena certeza que seus servidores vão arrastar as multidões fazendo a pescaria um a um, dando-lhe apenas o sabor de um céu infinito.

Esse feliz visionário sabe que precisa conquistar todos e, por isso, seu plano é adequado a todos os perfis de pessoas, desde aquelas que adoram a possibilidade de curtir as chamas ardentes como daquelas que tem a ilusão de que um dia estarão em meio a uma multidão de anjos numa eternidade de alegrias e sonhos.

Marqueteiro impiedoso, não tem nenhum constrangimento em aniquilar a mínima possibilidade de que o inferno eterno não seja a única opção e, pra isso, garante o aniquilamento de todos que por qualquer razão sobre humana sejam capazes de revelar uma verdade que possa desconstruir o encanto feito com tanto esforço e empenho. Por isso, é temido e adorado pelos que poderiam revelar outros caminhos se não o inferno.

A verdade sobre Satanás

Feliz Dia do Trabalhador? Mas por quê?

Manifesto Comunista
Primeiro de Maio é dia de Luta e não de festa! A lógica do sistema capitalismo baseado no estímulo absoluto ao consumo conseguiu transformar um dia internacional de protestos nua atividade recreativa e de descanso anos luz distante das suas intenções e motivações originais.

Não obstante a possibilidade de que exista algum motivo para festejar, estou bem certo de que bem mais motivos temos para lutar. Mesmo que tenha havido ganho real no salário do trabalhador nos últimos oito anos, que muitas categorias estejam conquistando piso nacional e que possa haver um minguado crescimento no número dos empregos formais criados, cada vez mais temos um trabalhador refém da relação promiscua entre sindicatos, organizações empresariais e governos.

Os sindicalistas modernos são um misto de alegorias para envolver o trabalhador e subserviência aos governos e as empresas capitalistas. Sob o manto de uma suposta diplomacia, críticas contundentes e denuncias de peso são tratadas como anti-sindicalismo e desrespeito as regras do jogo.

Por outro lado, movimentos sociais que mantém uma bandeira de luta baseada nos principais fundamentos da luta dos trabalhadores são marginalizados e desprezados pelos próprios trabalhadores que, apesar de serviçais do capitalismo, incorporaram o discurso dos dominadores e se sentem como os próprios detentores do capital e donos de toda riqueza gerada pela exploração do trabalho assalariado.

O fato é que, para o trabalhador crítico e politicamente organizado, não existe "feliz dia do Trabalhador" mas sim o grito que ainda ecoa em nome de uma "revolução do proletariado" cujo objetivo é unir todos os trabalhadores numa luta incessante para conquista da parte das riquezas produzidas pelo trabalhador e que são desviadas para um restrito grupo de capitalistas.

"Proletários de todos os países, uní-vos"